DETALHES DA NOTÍCIA - Bancários iniciam debates da 21ª Conferência Nacional dos Bancários

“Estamos juntos com vocês, com as frentes populares, por que nossa luta é pelo emprego, pelos direitos, pelo patrimônio nacional. Nossa luta é pelo Brasil”, disse Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ao declarar aberto a 21ª Conferência Nacional dos Bancários, na noite desta sexta-feira (2).

“O que eles querem destruir é essa nossa capacidade de construir uma sociedade diferente. Ainda bem que temos um ao outro, para poder pegar as mãos e caminhar juntos. Esse patrimônio que tem que ser cada vez mais ampliado. É por isso que as centrais aqui estão em unidade”, afirmou Juvandia, ao salientar o que assusta quem persegue a esquerda brasileira. “O que se sustenta é uma sociedade onde há equidade. A mudança que fazemos no mundo, temos que começar a fazer dentro de nós. Nós somos privilegiados por sermos militantes, compreendermos que é preciso fazer essa mudança.”

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, lembrou que no ano passado as negociações da Campanha Nacional 2018 ainda aconteciam nesta época. “Estávamos no hotel ainda, sem saber como seria nossa campanha, que era a primeira depois da reforma trabalhista. A gente sabia que ia ser duro. Nós montamos uma estratégia corretíssima e achamos saída para a conjuntura, que foi o acordo de dois anos. Agora, nesta conferência, estamos em outro patamar, pois nossos direitos já estão garantidos, assim como nosso aumento real. Pensamos no próximo passo, como vamos nos organizar. E nessa conferência estamos fazendo isso, nos preparando para a campanha do ano que vem. Como vamos fazer para chegar com unidade e com as estratégias corretas de negociação. São passos que temos de dar o tempo todo.”

Ivone observou ainda que cada vez mais fileiras da sociedade participam da luta. “Cada vez mais todo os tipos de gente estão vindo para a luta. As pessoas não têm mais jeito de ser neutros. As pessoas têm um posicionamento político. O que a gente percebe é que apesar de todo o esforço para acabar com nosso movimento, mais pessoas têm vindo para a luta”, disse. “Nesses dois dias, nós vamos debater muito como vamos organizar a resistência da nossa democracia, a resistência da nossa soberania e a resistência contra a retirada de direitos”, finalizou.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, parabenizou o Comando Nacional dos Bancários pelo acordo de dois anos da Convenção Coletiva de Trabalho. “Eu me surpreendo muito quando ouço críticas a essa estratégia ousada e inteligente do Comando. Ela garante que esse governo, que estabelece o negociado sob o legislado não impeça o processo de negociação.”

O presidente da CUT lembrou que mesmo com todas as imposições desse governo fascista, os trabalhadores conseguiram barrar a proposta de capitalização da Previdência. “Conseguimos barrar o principal da proposta da reforma da Previdência, que era a capitalização. Mas, precisamos ainda mostrar para os brasileiros que quando forem pegar a sua aposentadoria o valor vai diminuir e muito”, disse.

Adilson Gonçalves de Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirmou que nós estamos diante da mais grave crise sistêmica do capitalismo sindical e diante dela acontece uma ofensiva conservatória. “O fato é que foi desencadeado um processo de golpes que atingiu diretamente a classe trabalhadora. O golpe deu início a uma onda de retirada de direitos dos trabalhadores. São muitas as aberrações deste governo. O governo não tem limite. Este governo não respeita e não respeitará a Constituição Federal inegavelmente. Mas é verdade que a gente precisa tirar uma lição desse processo. Porque erramos e precisamos recuperar forças. Nós estamos assistindo o maior desastre social, econômico e político da nossa história. Podemos ter certeza que tudo isso está servindo a uma parcela da nossa economia. Os bancos estão batendo recordes de lucros e, por isso, advogam com uma agenda de retirada de direitos, de privatização, de entrega de empresas públicas e de defesa da reforma da Previdência. O futuro não é nada bom para a classe trabalhadora. Por isso, não há outra alternativa para o movimento sindical. Nós vamos ter que apostar na radicalidade, radicalidade inteligente. Nós temos que unir nossas forças para enfrentar esta conjuntura. Vamos à luta até a vitória.”

Edson Carneiro da Silva (Índio), presidente da Intersindical, lembrou que a 21ª Conferência Nacional acontece em meio a uma das mais brutais ofensivas do capital financeiro. “O governo Bolsonaro traduz muito bem o que significa o capital financeiro no mundo. É privatização das empresas públicas, é acabar com as soberanias nacionais é a destruição dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. É um governo que está aí para alienar todos os interesses do país e subordiná-los aos velhos sonhos dos imperialistas. Entregar a Amazônia, nossas florestas, nossas riquezas. Um governo que agride os movimentos sociais para tentar impedir a luta contra os desmonte dos direitos da classe trabalhadora e do Estado Nacional. Não há saída fácil, não há atalho para lutarmos contra o capital financeiro. Temos que nos unir e nos reconectar com os mais pobres, com os desempregados, com os sem-terra, os sem teto. São eles que mais vão sofrer com as políticas realizadas por esse governo. Não podemos achar que o governo está caindo pelas tabelas. A unidade dos nossos sindicatos, dos setores populares e progressistas é fundamental para defender nossos direitos e a democracia, para defender o povo trabalhador.”

Márcio Monzanne, secretário regional da Uni Américas, trouxe o apoio da entidade para esse momento difícil no Brasil. “Estão tentando desmontar o patrimônio público dos brasileiros. Agora vivemos um período de retomada da economia americana que está combinada com esse processo que o governo Bolsonaro tenta impor ao país. Precisamos combater esse processo e voltar com as políticas que promovem o desenvolvimento e a manutenção dos direitos dos trabalhadores.”

Para Jair Pedro Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), não devemos baixar a cabeça e encontrar apenas problemas na atual conjuntura. “Ver aqui pessoas de todo o Brasil é muito bom! O slogan desta conferência ‘Nossa luta é pela soberania nacional, pela democracia, direitos e contra as privatizações’ me deixa muito otimista e a Fenae, embora não seja uma entidade sindical, todos seus diretores estarão empenhados nessa luta. Conversando com cada bancário e bancária da Caixa vamos mostrar que nossos direitos e nosso país estão em risco. Querem levar a Caixa para os fundos de mercado. Quem vai perder é o trabalhador e trabalhadora. Querem diminuir a importância da Caixa em programas de habitação e outros programas sociais. Tudo isso está em jogo. Não conseguimos achar que, com o desmonte dos bancos públicos, ainda vamos ter emprego. Precisamos ter emprego para nós e para nossos filhos, queremos renda e desenvolvimento econômico.”

De acordo com Suzineide Rodrigues de Medeiros, da Articulação Bancária, agora é a hora da unidade, é hora de juntar forças, é hora de juntar o Brasil, juntar os bancários e conquistar aqueles que estão arrependidos de terem votado no Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. “Porque aqui todo mundo é Paraíba e todo mundo é brasileiro. Quero dizer que vamos ter muita coragem, pois a gente nunca teve tantos problemas e dificuldades financeiras. Mas, vamos voltar ao que era antes, trabalhar sem dinheiro para conquistar um Brasil melhor. Porque isso a gente sabe fazer. Nós precisamos voltar a chegar no coração dos brasileiros, para mostrar que nossa luta é pela soberania nacional. Os trabalhadores do mundo inteiro sempre resistiram. Enquanto houver capitalismo, vai haver sindicalismo. É hora de a gente não soltar a mão de ninguém, ninguém solta a mão de ninguém. Nós temos que ter a certeza que nossa luta é pela democracia, pela soberania e pelo nosso presidente Lula.”

Para Hermelino Souza Meira Neto, da CTB, nosso país foi tomado de assalto. “Sabíamos que eles queriam tirar o Lula do páreo, mas não sabíamos que essa quadrilha tinha uma ramificação tão grande como estamos percebendo. Portanto, nessa campanha salarial, que não vamos tratar de reajustes e índices, mas vamos tratar de nossa organização, que tem que estar preparada para todos esses desafios. Que a gente consiga sair daqui unidos para vencê-los.”

Jacir Zimmer, da CSD, revelou a expectativa para a Conferência deste ano com um governo miliciano Bolsonaro. “Nesses quase sete meses de governo, vimos como nunca na história, a capacidade de destruição desse governo. Isso nos impõe decisões muito sérias daqui pra frente. Então, além de termos aproveitado o máximo nos congressos, agora temos a oportunidade de coroar esse nosso conjunto de decisões que vão além dos diagnósticos. Nós entendemos que temos que voltar para as nossas bases com uma grande agenda nacional, que dialogue com a classe trabalhadora, com os setores da sociedade, que está sendo massacrada. As pesquisas mostram que a maioria da população já demonstra descontentamento com esse governo. O movimento sindical, que acumula conquistas, tem poder para debater com a sociedade na perspectiva de manter os direitos e avançar.”

Carlos Pereira de Araújo, da Intersindical, avaliou que a 21º Conferência tem uma particularidade muito dolorosa para a classe trabalhadora. “A depressão está colocada na mesa dos trabalhadores. São 14 milhões de trabalhadores desempregados. Nós que herdamos um sindicalismo solidário, precisamos trabalhar e afirmar de forma bastante explicita que somos socialistas para enfrentar este projeto que representa muito bem o interesse do grande capital financeiro e industrial. Nós temos que ter claro quem são nossos inimigos. Nós temos que combater o desemprego, lutar por saúde e educação de qualidade para todos. Para isso, temos que combater as privatizações e lutar pelos bancos públicos. Nós temos que tecer, com várias mãos, um projeto alternativo a este da elite. Nós temos que unificar a nossa classe.”

Nilton Damião Esperança, da Corrente Política Fórum, falou, em nome da Federação RJ e ES, sobre a importância da Conferência Nacional dos Bancários num ano atípico para os brasileiros. “Temos um governo fascista que vai para as redes sociais falar do Fernando Santa Cruz, criticar a comissão da verdade e tenta tirar de todas as formas os direitos trabalhistas. Esse ano o mais importante é tirar os nossos encaminhamentos para a nossa campanha independente de ter negociação ou não. Não vamos cansar de repetir: temos que sair daqui com a palavra unidade. Tirar o eu e colocar o nós”, afirmou.

Reginaldo Lourenço Breda, da Unidade, garantiu que “vamos continuar lutando, veemente, contra a reforma da Previdência; Combater a MP 881; e abrir processo de contratação novo das empresas do ramo financeiro. Que sejamos inteligentes o suficiente para sair daqui unidos com uma nova luta em defesa de todos os trabalhadores.”

Para José Pinheiro de Oliveira, representante do Enfrente, precisamos de unidade e de luta para derrotar esse governo que veio para acabar com os direitos trabalhistas, conquistado durante anos, e com os movimentos sindical e os sociais. “Enfrentamos a pior conjuntura desde o fim da ditadura militar, com um governo que ataca a democracia e o direito da maioria da população. E, ao mesmo tempo, esse governo impõe uma agenda fundamentalista religiosa, que pretender substituir o marco civilizatório, conquistado durante anos. Para enfrentar esse radicalismo, o movimento sindical precisa de união, debate e mais discussões.”

Jacir Zimmer, da CSD, revelou a expectativa para a Conferência deste ano com um governo miliciano Bolsonaro. “Nesses quase sete meses de governo, vimos como nunca na história, a capacidade de destruição desse governo. Isso nos impõe decisões muito sérias daqui pra frente. Então, além de termos aproveitado o máximo nos congressos, agora temos a oportunidade de coroar esse nosso conjunto de decisões que vão além dos diagnósticos. Nós entendemos que temos que voltar para as nossas bases com uma grande agenda nacional, que dialogue com a classe trabalhadora, com os setores da sociedade, que está sendo massacrada. As pesquisas mostram que a maioria da população já demonstra descontentamento com esse governo. O movimento sindical, que acumula conquistas, tem poder para debater com a sociedade na perspectiva de manter os direitos e avançar.”

Carlos Pereira de Araújo, da Intersindical, avaliou que a 21º Conferência tem uma particularidade muito dolorosa para a classe trabalhadora. “A depressão está colocada na mesa dos trabalhadores. São 14 milhões de trabalhadores desempregados. Nós que herdamos um sindicalismo solidário, precisamos trabalhar e afirmar de forma bastante explicita que somos socialistas para enfrentar este projeto que representa muito bem o interesse do grande capital financeiro e industrial. Nós temos que ter claro quem são nossos inimigos. Nós temos que combater o desemprego, lutar por saúde e educação de qualidade para todos. Para isso, temos que combater as privatizações e lutar pelos bancos públicos. Nós temos que tecer, com várias mãos, um projeto alternativo a este da elite. Nós temos que unificar a nossa classe.”

Nilton Damião Esperança, da Corrente Política Fórum, falou, em nome da Federação RJ e ES, sobre a importância da Conferência Nacional dos Bancários num ano atípico para os brasileiros. “Temos um governo fascista que vai para as redes sociais falar do Fernando Santa Cruz, criticar a comissão da verdade e tenta tirar de todas as formas os direitos trabalhistas. Esse ano o mais importante é tirar os nossos encaminhamentos para a nossa campanha independente de ter negociação ou não. Não vamos cansar de repetir: temos que sair daqui com a palavra unidade. Tirar o eu e colocar o nós”, afirmou.

Reginaldo Lourenço Breda, da Unidade, garantiu que “vamos continuar lutando, veemente, contra a reforma da Previdência; Combater a MP 881; e abrir processo de contratação novo das empresas do ramo financeiro. Que sejamos inteligentes o suficiente para sair daqui unidos com uma nova luta em defesa de todos os trabalhadores.”

Para José Pinheiro de Oliveira, representante do Enfrente, precisamos de unidade e de luta para derrotar esse governo que veio para acabar com os direitos trabalhistas, conquistado durante anos, e com os movimentos sindical e os sociais. “Enfrentamos a pior conjuntura desde o fim da ditadura militar, com um governo que ataca a democracia e o direito da maioria da população. E, ao mesmo tempo, esse governo impõe uma agenda fundamentalista religiosa, que pretender substituir o marco civilizatório, conquistado durante anos. Para enfrentar esse radicalismo, o movimento sindical precisa de união, debate e mais discussões.”