DETALHES DA NOTÍCIA - Funcionários do Itaú definem pauta específica para a campanha nacional

Bancários do Itaú, a maior instituição financeira privada do país, participaram nesta terça-feira, dia 14 de julho, de seu Encontro Nacional, realizado por videoconferência. Entre as principais resoluções aprovadas estão: a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, regulamentação para garantir condições dignas dos bancários em Home Office e a renovação dos itens do acordo específico vigente, inclusive referente à PCR (Programa Complementar de Resultados). Foram apresentados ainda Informes referente aos planos de Previdência complementar do banco.

Pandemia

Os funcionários do Itaú aprovaram também itens referentes à pandemia do novo coronavírus, como a garantia de reabertura de agências fechadas no pós-pandemia, abertura da CAT (Comunicação de Acidentes de Trabalho) nos casos de Covid-19 e testagem de todos os funcionários, inclusive os trabalhadores terceirizados. Foi relatado também o ofício que o Grupo de Trabalho (GT) de saúde encaminhou ao banco.

Por trás dos resultados

A presidenta do Sindicato de São Paulo Ivone Silva fez uma análise de conjuntura e a economista Cátia Uehara apresentou o balanço do Itaú pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco no primeiro trimestre deste ano foi des R$ 3,912 bilhões. Apesar da queda 43,1% sobre os R$ 6,877 bilhões registrados um ano antes é preciso levar em consideração um dado importante. Como fizeram todos as demais instituições financeiras privadas, o Itaú elevou drasticamente o PDD (Provisionamento de Devedores Duvidosos), uma estratégia utilizada pelos bancos para fazer caixa ante uma provável inadimplência prevista em graves crises, como a do pós-pandemia no Brasil, em que especialistas acreditam em uma queda do PIB em 2020 entre 8% e 11%.

Este ano quatro das maiores instituições financeiras do país, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil somaram R$ 28,38 bilhões de de PDD, de janeiro a março, um sinal de antecipação ao aumento do calote devido à crise provocada pela Covid-19.