DETALHES DA NOTÍCIA - Itaú demite bancárias com quase 30 anos de casa

As crueldades do Itaú com bancários que dedicaram a vida inteira ao banco não param de acontecer. Desta vez, duas trabalhadores com 27 anos de contribuição junto ao INSS e 26 anos de casa foram demitidas por “estar enquadradas no L inferior do Trilhas e Carreiras”.

“As duas estão desoladas. Nunca acharam que fariam tamanha falta de respeito com elas, faltando apenas um ano para entrar na estabilidade pré-aposentadoria”, conta a dirigente sindical Márcia Basqueira, procurada pelas bancárias.

Para piorar, uma das trabalhadoras está em tratamento de saúde. O banco chegou a agendar uma consulta de retorno e, mesmo com atestado médico de afastamento por 60 dias, foi orientada pela médica do trabalho a retornar ao trabalho.

No outro caso, Basqueira questiona: “como alguém pode performar em uma agência que não tem atendimento ao público? Pior: como ficando quase 6 anos na mesma agência e só agora, com 26 de trabalho na empresa, ela para de performar?”.

Márcia lembra ainda que durante todo tempo de casa, a bancária nunca teve um afastamento, doou-se para a empresa.

A agência onde ambas trabalham não faz atendimento no caixa, mas tem um grande volume de depósitos em caixa eletrônico e, por conta disso, ter  tempo para fazer outras atividades é raro. Durante o expediente, o tempo é consumido com a retirada, conferência e processamento dos depósitos e ainda, segundo seu gestor, elas teriam que “varrer” o cofre.

"Durante uma visita, o gestor teria entrado na sala e notado envelopes vazios caídos no chão e perguntado porque ela não varria o espaço, e ela respondeu que simplemente não tinha tempo", conta Márcia.

"Se a avaliação da bancária fosse por processamento de caixa eletrônico, estaria em primeiro lugar na regional”, explica. Os bancários precisam saber que na segunda avaliação em “L inferior” é preciso procurar orientação, pois o próximo passo é o desligamento.