Contra demissões no Bradesco, a luta vai aumentar!

Em reunião entre a COE (Comissão de Organização dos Empregados do Bradesco) e a direção do Bradesco, realizada nesta quinta 8, o banco afirmou que vai continuar o processo de demissões na empresa, mesmo em meio à uma pandemia, contrariando a reivindicação dos representantes dos trabalhadores. 

A direção do banco também negou a reivindicação de oferecer aos já demitidos outra contrapartida além da extensão do plano de saúde por seis meses a mais do que determina a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), conforme o anunciado no comunicado "Concessão de Benefício Adicional no Desligamento”.  


"Desde que o Bradesco soltou o comunicado, na segunda 28, sobre a extensão do plano de saúde para demitidos, o que mostrava que demitiria, o movimento sindical cobrou reunião com o banco. Em paralelo, realizamos vários protestos contra as demissões, nas ruas e redes", diz a diretora do Sindicato e bancária do Bradesco, Erica Oliveira.

Ao justificar as demissões - que representam a quebra de um compromisso público assumido pelo Bradesco, de não demitir na pandemia - a direção do banco alegou que a pandemia acelerou transformações e que o Bradesco está lidando com uma nova realidade. De acordo com o banco, estão sendo realizados estudos, semanalmente, para avaliar as estruturas da organização e buscar a realocação de trabalhadores.   

“A batalha apenas começou e não nos daremos por vencidos. Não existem razões para que um banco, considerado a empresa de capital aberto mais lucrativa da América Latina, demita trabalhadores em plena pandemia. Diante das negativas do Bradesco, vamos fortalecer cada vez mais a campanha contra as demissões; aumentaremos a mobilização; faremos novos atos; e convocaremos plenárias para ouvir os trabalhadores quanto aos próximos passos da luta”, enfatiza a diretora do Sindicato. 

Outras demissões 
Sobre demissões de bancários em tratamento de saúde ou em estabilidades previstas pela CCT, o Bradesco acatou a reivindicação do movimento sindical e irá rever os casos individualmente, conforme o Sindicato comunicar o banco sobre os mesmas. “Já identificamos demissões de trabalhadores em tratamento de câncer e de outras doenças graves, e de bancários em estabilidade pré-aposentadoria, com carta de aviso protocolada junto ao banco. O bancário que for demitido em tratamento de saúde, ou dentro das estabilidades asseguradas pela CCT, deve procurar o Sindicato imediatamente”, orienta Erica.